O que tomar para dor de dente: 4 opções seguras e quando ir ao dentista

21 de fevereiro de 2026
Artigo Escrito por Equipe BocaPlena

Revisor: Dr Daniel Nascimento CRO-SP 158.247 

Jovem com dor de dente em consultório odontológico, simbolizando a importância de procurar um dentista diante dos primeiros sinais de dor.

Se você está procurando o que tomar para dor de dente, este guia explica opções comuns para alívio temporário com segurança, o que evitar e quando procurar um dentista. Dor de dente geralmente indica um problema que precisa de avaliação, então remédios devem ser usados apenas como apoio até o atendimento.

Aviso importante (leia antes): este conteúdo é educativo e não substitui consulta com cirurgião‑dentista ou médico. Dor de dente tem causas diferentes e remédios podem ter contraindicações e interações. Se você tem doenças, usa medicações contínuas, está grávida, amamenta ou vai medicar uma criança, o mais seguro é procurar orientação profissional.
Procure urgência imediatamente se houver inchaço no rosto, febre alta, pus, dificuldade para engolir ou dificuldade para respirar.

Resumo rápido: o que tomar para dor de dente?

Se a sua dúvida é o que tomar para dor de dente, analgésicos e, em alguns casos, anti-inflamatórios podem aliviar temporariamente — mas o ideal é tratar a causa com um dentista.

De forma geral, o alívio temporário (até conseguir atendimento) costuma envolver:

Analgésico (ex.: paracetamol ou dipirona) → ajuda a reduzir a dor

  • Anti-inflamatório (AINE) (ex.: ibuprofeno ou naproxeno) → ajuda quando há inflamação e inchaço
  • Medidas locais seguras (compressa fria, higiene cuidadosa e evitar calor)

O remédio pode aliviar, mas não trata a causa (cárie, inflamação do nervo, trinca, infecção, problema gengival). Por isso, o mais importante é marcar avaliação com um dentista.

Por que a dor de dente acontece?

A dor surge quando o dente ou os tecidos ao redor estão sob inflamação, infecção, trauma (trinca, restauração alta), ou quando a polpa (“nervo”) está irritada.

Causas comuns:

  • Cárie (principal causa)
  • Inflamação da polpa (pulpite) (dor forte, às vezes latejante, pode piorar à noite)
  • Abscesso/infecção (pode ter inchaço, pus, gosto ruim, febre)
  • Gengivite/periodontite (dor mais difusa, sangramento gengival)
  • Siso inflamado (pericoronarite)
  • Bruxismo (dor muscular, pressão, dor ao acordar)

O que tomar para dor de dente (alívio temporário)

Abaixo estão opções comuns para adultos, com foco em segurança. Confira a bula e evite usar se você tiver contraindicações.

1) Paracetamol (ex.: Tylenol®) — para dor leve a moderada

Pode ajudar quando a dor está incomodando, mas você precisa de uma opção com menor risco de irritação gástrica.

  • Uso comum (adultos): 500 mg a 750 mg a cada 6–8 horas, se necessário
  • Atenção (importante):
    • não exceda o limite diário da bula
    • evite álcool (aumenta risco de lesão no fígado)
    • cautela se você tem doença hepática

2) Dipirona (ex.: Novalgina®) — para dor e febre

Muito usada no Brasil para dor e febre.

  • Uso comum (adultos): 500 mg a 1.000 mg a cada 6–8 horas, se necessário
  • Atenção:
    • pode causar reações alérgicas em algumas pessoas
    • se você já teve reação a dipirona, não use

Evite “misturar remédios” por conta própria. Combinar vários analgésicos não necessariamente melhora o efeito e pode aumentar risco de efeitos colaterais.

E anti-inflamatório: quando faz sentido?

Quando existe inflamação (dor pulsante, sensibilidade ao toque, sensação de pressão, gengiva inflamada ou inchaço local), um anti-inflamatório não esteroide (AINE) pode ajudar.

Quem deve ter cautela (ou evitar AINEs)

Evite escolher AINE por conta própria e procure orientação profissional se você:

  • tem gastrite, úlcera ou refluxo importante
  • tem doença renal
  • usa anticoagulantes ou tem histórico de sangramentos
  • tem alergia prévia a anti-inflamatórios ou asma induzida por AINEs
  • está grávida (especialmente no início e no final da gestação)

3) Ibuprofeno (ex.: Advil®, Alivium®) — dor com inflamação

  • Uso comum (adultos): 200–400 mg a cada 6–8 horas, se necessário
  • Atenção: riscos gástricos e renais; evite se você se encaixa nos grupos acima.
  • Dica de segurança: costuma ser mais tolerável após alimentação.

4) Naproxeno (ex.: Flanax®) — efeito mais prolongado

  • Uso comum (adultos): 250 mg a cada 12 horas, se necessário
  • Atenção: cuidados semelhantes aos do ibuprofeno (riscos gástricos e renais).

Antibiótico para dor de dente: quando é necessário?

Na maioria das vezes, antibiótico não é para “dor” e não resolve sozinho. Ele pode ser indicado apenas quando há sinais de infecção bacteriana e após avaliação.

Procure atendimento com prioridade se houver:

  • inchaço no rosto ou na gengiva
  • febre
  • pus
  • dificuldade para engolir, falar ou abrir a boca
  • mal-estar importante

Nunca use antibiótico por conta própria. Isso pode mascarar o problema, atrasar o tratamento correto e aumentar resistência bacteriana.

O que fazer em casa para aliviar (sem risco)

Enquanto aguarda a consulta:

  • Compressa fria por fora (bochecha): 10 minutos, descanso, repetir
    • não use compressa quente, pois pode piorar inchaço em casos de infecção/inflamação
  • Bochecho com água morna (não quente) e sal (suave): pode ajudar na higiene e conforto
    • evite bochechar com força se houver muita dor
  • Higiene cuidadosa: escova macia + fio dental com delicadeza
  • Evite alimentos muito duros, pegajosos, muito quentes ou muito doces
  • Durma com a cabeça levemente elevada (pode reduzir a sensação de pressão)

Erros perigosos (evite sempre)

  • Não coloque comprimido sobre o dente (pode causar queimadura química)
  • Não use álcool, vinagre, limão ou “misturas caseiras” direto na gengiva/dente
  • Não fure a gengiva para “drenar” (alto risco de piorar)

Quando procurar um dentista (ou urgência)

Procure um dentista o quanto antes se você tiver:

  • dor por mais de 48 horas
  • dor que volta assim que o remédio passa
  • dor ao mastigar, dente “alto”, sensibilidade intensa
  • sangramento gengival e mau hálito persistente

Procure urgência se houver:

  • inchaço no rosto
  • febre
  • pus
  • dificuldade para respirar/engolir
  • dor intensa com mal-estar

Para orientações gerais de saúde bucal e prevenção, você pode consultar também os conteúdos oficiais do Ministério da Saúde.

Como o dentista resolve a causa (o que pode ser feito)

O tratamento depende do diagnóstico. Exemplos:

  • cárie → restauração
  • inflamação/infecção da polpa → tratamento endodôntico (canal) quando indicado
  • abscesso → controle da infecção + drenagem quando necessário + tratar o dente de origem
  • problemas gengivais → limpeza e ajuste de higiene/tratamento periodontal
  • siso inflamado → controle do quadro e avaliação para extração quando indicado

Itens úteis para ter em casa (sem “prometer cura”)

Esses itens podem ajudar no conforto e na higiene até você conseguir consulta:

  • Escova de cerdas macias/extra macias (para não machucar a gengiva)
  • Fio dental (uso delicado, sem forçar)
  • Compressa de gel fria ou bolsa térmica (para compressa fria externa)
  • Enxaguante sem álcool (se recomendado pelo dentista, dependendo do caso)

FAQ — Perguntas frequentes

O que é bom para dor de dente muito forte?

O mais seguro é avaliar a causa. Para alívio temporário, analgésicos e, em alguns casos, anti-inflamatórios podem ajudar, respeitando contraindicações. Se houver inchaço, febre ou pus, procure atendimento com urgência.

Qual é o melhor remédio para dor de dente?

Depende do motivo da dor. Alguns casos respondem melhor a analgésico; outros a anti-inflamatório. Se a causa for infecção, o tratamento odontológico é indispensável.

Dor de dente pode passar sozinha?

Pode diminuir por um tempo, mas a causa geralmente permanece. Adiar avaliação pode transformar um problema simples em algo mais complexo.

Por que a dor piora à noite?

Em algumas pessoas, deitar pode aumentar a sensação de pressão e percepção da dor. Além disso, à noite há menos distrações e a dor parece mais intensa.

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